domingo, 30 de agosto de 2009

MENSAGENS PARA O ELEITORADO




Ficam célebres as mensagens que certos candidatos tentam transmitir ao eleitorado. De quatro em quatro anos somos confrontados com verdadeiras pérolas que provam que o país real ainda está muito longe de uma política directa virada para o cidadão e, acima de tudo, que não atire areia para os olhos. Senão vejamos:

ACIMA DE MANGUALDE, SÓ DEUS

Acima de Mangualde só Deus?? É o PSD a colar-se à igreja de uma maneira que parecia impossível desde 1974. O próprio bispo já condenou em diversas mensagens a opção "religiosa" da mensagem política. Mas o actual presidente faz orelhas mocas a esta situação. Ao invés de tentar chegar a todos, fica-se pelas suas ligações à Opus Dei fazendo da democracia aquilo que ela NUNCA poderá vir a ser, ou seja, uma DITADURA DA MAIORIA.

ELE SÓ DIZ VERDADE




Quando todos pensávamos que a condenação em Tribunal seria o fim da longa carreira política do autarca de Oeiras, eis que Isaltino Morais se transforma e abraça um novo projecto que se prevê dure mais quatro anos, a não ser que a justiça portuguesa acelere.


Para isso, Isaltino fala toda a verdade aos Oeirenses! Ele diz que Vota nele, Vota na família dele, Vota na sua segurança. Efectivamente depois ainda vêm questionar o Presidente sobre contas bancárias na Suiça e apropriação de dinheiros públicos, para "facilitar" algumas obras. Com ele está tudo no branco. Será que alguém ainda quer continuar a Isaltinar?
RM


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PS/FAUL entrega listas à Assembleia da Republica


Na foto: Duarte Cordeiro, Joaquim Raposo, Pedro Farmhouse, Pedro Pinto e Moisés Gil
No passado dia 13 de Agosto, pelas 10h30, o Presidente da Federação, Joaquim Raposo, entregou as listas do Partido Socialista pelo círculo de Lisboa no Tribunal de Lisboa.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

VAMOS TODOS A SANTA CRUZ

Todos ao Festival da JS em Santa Cruz!
Vamos criar uma onda para dar uma grande vitória a Portugal nas próximas eleições.

Inscrições JS FAUL com o camarada João António 912324256 e 963794037

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

POLÍTICA DE VERDADE

Um dos novos cartazes do PSD trás uma mensagem muito bonita: Prometam só o que podem cumprir.
Como considero que devemos reconhecer o bem que outros fazem, quero aqui deixar uma palavra de reconhecimento à Dra. Manuela Ferreira Leite pois cumpre aquilo que promete.
Se bem se recordam, a Sra. falou em suspender a democracia durante 6 meses ("para meter tudo na ordem"): ora, é isso mesmo que se está a passar dentro do PSD. A democracia foi suspensa, só "fala" a líder. E coloco falar entre aspas porque não se ouve uma palavra construtiva da Sra há muito tempo, nem sequer para comentar o que se passou dentro do seu partido.
Quando se "discutiam" as listas de candidatos às eleições legislativas, MFL puxou dos galões ("eu digo como é que é") e impôs todos os nomes dos seus apoiantes às bases que, com total estupefacção, foram postas perante um facto consumado. Não satisfeita, a Presidente do partido resistiu à confirmação das listas por voto secreto, preferindo o tradicional voto de braço no ar, ou as suas versões mais imaginativas como o voto de cores ou o voto com canhoto. Parecia uma reunião do comité central, com o triunfo do centralismo democrático perante as reaccionárias forças que procuram, a todo o custo, colocar Portugal no comboio do progresso e do desenvolvimento. Velhacos!
Será este o PSD que se afirma como alternativa? será este o PSD que pratica uma política de verdade? É o PSD de António Preto e de Helena Lopes de Costa?
A democracia não convive com ditaduras da maioria, não convive com rasgos de autoritarismo, não convive com eternos e enigmáticos silêncios sobre os mais diversos assuntos.
Não se pode ganhar eleições sem dizer uma palavra, sem fazer uma proposta.
Dizer “prometam só o que podem cumprir” mais do que vago é uma ofensa a todos aqueles que tentam todos os dias dar o seu melhor para construir um Portugal mais justo e mais solidário e que trabalham para isso. É qualificar quem faz política de fala barato. É indigno de uma força política…
É caso para perguntar, mais uma vez, Dra. M. Ferreira Leite, o que pensa disto?

Jornal Avançar Portugal

O PS lançou hoje o primeiro número do jornal “Vencer Portugal”, que faz manchete com uma entrevista a António Vitorino. Este conta com contríbutos de dois elementos do Jovem Socialista, Tiago Gonçalves e Luís Pereira.

Ascenso Simões, o director deste novo jornal, lembra que este projecto foi pensado para ser “simples e de fácil leitura” que “serve para o avô e serve para a criança” e pretende ser “um instrumento” para divulgar o programa eleitoral do PS bem como fazer o “balanço dos quatro anos de governação”.

No primeiro número são divulgados os projectos executados nas áreas sociais, no plano tecnológico e no desporto, conta ainda com artigos de opinião e uma secção com passatempos.

O Director do Jornal disse ainda que os 200 mil exemplares deste jornal serão distribuídos nas cidades à saída das praias para as pessoas “levarem para casa” e que a elaboração contou com “a participação de muita gente do PS mas também de muitos independentes”.

Veja aqui o primeiro número do Jornal “Vencer Portugal”

sábado, 8 de agosto de 2009

POLÍTICAS INTER-GERACIONAIS

Assumimos que existem duas faixas etárias que devem merecer especial atenção por parte dos municípios pois são eles que, na maioria dos casos mais necessitam do apoio do poder autárquico: a Juventude e os Seniores.

Se estamos convictos que o alargamento dos programas de desporto jovem pode ser uma realidade, parece-nos igualmente digno de realce a criação de programas de apoio à prática desportiva para as populações seniores. Será uma maneira de manter todos em forma evitando os problemas de saúde que um estilo de vida mais sedentário acaba por conduzir.

Essa mobilidade pode também ser incentivada com iniciativas de passeios seniores que são sempre motivos de grande animação e convívio, para promover a nossa cultura. E ainda com a criação, a partir do 65 anos, de um passe de mobilidade que lhes permita circular, de forma gratuita e por todos os transportes, dentro de um determinado horário.

E, em semelhança do que já existe em alguns concelhos, deve ser incentivada a criação de universidades seniores para poder suprir o desejo de aprendizagem que muitos ainda demonstram ter.

Para os que, pela sua situação, não possam usufruir destas iniciativas, os municípios devem continuar as suas políticas de apoio domiciliário sendo as mesmas alargadas aos fins-de-semana pois as necessidades das pessoas não param nesses dois dias.

Para os jovens, queremos utilizar a experiência que muitos dos seus vizinhos tem para que estes possam colaborar, mesmo depois de aposentados, com diversas actividades escolares.

Defendemos igualmente a colocação de jovens nos Centros de Apoio às vítimas pois a sua presença pode garantir um maior à vontade para o diálogo.

Com isto, temos a certeza que conseguiremos melhorar a vida de muitos milhares de pessoas.

EDUCAÇÃO

Se o mundo de hoje tem já diferenças sobre aquele que conhecemos no início do século, é imperativo que essas diferenças sejam o mote para novas viragens na área da Educação. Há cinco anos quem pensava ser possível caminharmos para que todos os alunos do ensino básico tivessem um computador adaptado às suas necessidades e que lhes abrisse as portas do mundo virtual. Mas o Magalhães hoje é uma realidade.

Se as autarquias conseguiram obter novas competências neste âmbito faz todo o sentido que elas sejam usadas para criar mais-valias a todos aqueles que estão a ainda em idade escolar.

A educação é pois um meio para tentar garantir a todos uma igualdade de oportunidades na sua vida futura, promovendo a competitividade e, consequentemente, o desenvolvimento do nosso país. Para além da avaliação dos professores, indispensável para garantir essa qualidade, queremos que mais seja feito.

Queremos que sejam realçadas a importância que as chamadas Instituições Particulares de Solidariedade Social prestam a todos, pois queremos que, em quatro anos, a cobertura do pré-escolar a partir dos 3 anos seja de próxima dos 100% para todos os onze concelhos.

Para o berçário, e admitindo que ainda necessita de mais apoios, queremos atingir a meta dos 30% até 2013, para que a crianças possam conviver com outras crianças cada vez mais cedo.

Acreditamos que a renovação do parque escolar passa também pelo estímulo ao desporto escolar e que esse incentivo seja um caminho traçado pela saúde de todos.

Quanto ao ensino superior, e não tendo as autarquias competências directas nesta área, vamo-nos procurar concentrar em matérias que possam facilitar a vida dos estudantes. Depois da criação do passe sub-23, que foi ideia do manifesto autárquico JS FAUL 2005, queremos que a Autoridade Metropolitana de Transportes se concentre em criar uma linha universitária de autocarros para dar apoio aos diversos estabelecimentos de ensino superior semelhante ao que já acontece em Madrid.

Outra necessidade é a criação de mais residências universitárias para que os estudantes possam, a custos controlados, usufruir de um espaço com condições estando ou não deslocados. E sendo esta uma medida transversal aos diversos estabelecimentos de ensino, não vemos porque não pode ser também uma medida a adoptar por concelhos que não tenham dentro da sua área esses estabelecimentos.

Por fim, e porque pode ser também desenvolvido pelas autarquias, queremos a criação de uma “Escola das Profissões” que garanta aos que não conseguem prosseguir aos seus estudos uma hipótese de adquirir a capacidade profissional numa determinada área. Essa escola deve funcionar pelos diferentes concelhos, com diferentes pólos e objectivos no intuito de não deixar ninguém para trás.

DIREITO À CULTURA

Em época de crise não podemos considerar a cultura supérflua e um direito apenas de alguns. A cultura é um direito de todos, e o acesso à mesma deve ser feito da forma mais democrática que conseguirmos.

Isto passa pela criação de um bilhete sub-30 onde em todos os eventos sejam garantidos descontos aos jovens. Poderemos estar a falar da visita a um museu ou da ida a um concerto. A cultura manifesta-se das mais diferentes maneiras e não pode ser, nunca, forma subtil de discriminação social.

Porque somos uma das maiores 20 Áreas Urbanas da União Europeia, queremos também que Lisboa seja transformada numa Metropolis cultural onde se trocam as semanas culturais pelos meses de cultura, dedicados às mais diversas artes.

E devemos promover igualmente a Educação Cultural através de campanhas de promoção junto de escolas onde sejam incentivadas as visitas de estudo a museu para incutir, desde bem cedo, o gosto pelas mais diversas artes.

VALORIZAÇÃO DO TRANSPORTE COLECTIVO

A importância da valorização do transporte colectivo ficou bem demonstrada com a recente criação da Autoridade Metropolitana de Lisboa.

Quis-se com isso demonstrar que é uma questão de tal maneira importante que devemos ter uma autoridade supra municipal para o gerir e para que possamos fazer um planeamento mais consciente, desenvolvendo políticas mais eficazes de mobilidade.

Foi por isso que no dia 16 de Julho, a Secretária de Estado dos Transportes anunciou a criação de nove novas estações para o Metropolitano com a expansão pelo concelho da Amadora, extenSão ao Concelho de Loures e com a chegada à zona Oriental da cidade de Lisboa. É este o tipo de aposta que queremos continuar.

Mas nós queremos mais e vamos colocar as nossas ideias a mexer em prol de todos.

Vamos propor o aumento da possibilidade do pagamento dos passes sociais através da rede Multibanco ou pelo sistema de débitos directos, para evitar as filas e promover a mobilidade. Queremos que até ao final de 2012, seja possível pagar todos os transportes por essas vias.

No sentido de acelerar o trânsito, queremos permitir a circulação de motociclos nas faixas reservadas a transportes públicos.

Defendemos também o alargamento do horário da rede nocturna do metropolitano e dos autocarros durante o fim-de-semana com o intuito de também desaconselhar as pessoas a levar os carros para os locais de diversão, garantindo-lhes uma outra alternativa.

Porque os centros multimodais devem ser locais de distribuição de passageiros, vamos procurar criar autocarros que circulem de forma rápida entre 4 centros multimodais que seriam designados a posteriori. Procuraremos assim, evitar a imperativa circulação pelo centro de Lisboa. Queremos complementar esta medida coma criação de uma linha de metro de superfície que siga um percurso similar ao da CRIL que servirá o mesmo objectivo.

Acreditamos que a atenção dada ao transporte público pode ser reforçada com a implementação de chips que comuniquem entre os autocarros e os semáforos, garantindo-lhes prioridade na sua aproximação, como se já pratica em diversas cidades do mundo.

Porque aos transportes públicos também tem que ser aplicada qualidade de vida, queremos fazer do painel de informação inteligente uma regra permitindo mais informação aos passageiros sobre os próximos transportes e quanto tempo falta para os mesmos. A isto, é imperativa a melhoria dos locais onde se espera, com a criação de bancos e de toldos para protecção da chuva.

Em jeito de complementaridade queremos melhorar o nível de informação que é transmitido nas estradas para instar os condutores a procurar vias alternativas em caso de acidente ou de trabalhos na via.

Reconhecemos a interdependência entre os transportes, a saúde e o ambiente e por isso queremos compromissos de promover as opções de mobilidade sustentáveis. Vamos apostar seriamente e cada vez mais na utilização das energias alternativas como meio de combustão dos transportes públicos.

Indispensável é igualmente democratizar as viagens por bicicleta em percursos curtos, com a instalação de parqueamentos seguros pelas diversas cidades. Essa democratização pode e deve abrir caminho ao nascimento de uma mega ciclo via que passasse por vários concelhos com epicentro no Parque de Monsanto.

Deixamos também mais uma ideia para a discussão: a transformação de determinadas faixas em avenidas largas para zonas de circulação apenas para carros onde circulem mais de um ocupante, conforme já está a ser feito nalguns lugares, para valorizar a melhor ocupação do transporte particular.

No fundo queremos trabalhar no sentido de tornar o carro um meio de transporte cada vez mais obsoleto dentro da área urbana. Melhor mobilidade significa menos tráfego.